Diferença na expectativa de vida ajustada pela qualidade (QALE) ao nascer entre os quintis extremos de privação socioeconômica. O IDEA mede essa desigualdade e avalia como novas tecnologias podem modificá-la.
Cada ponto representa cerca de 5 municípios, por quintil do Índice de Deprivação Social (IDS). Altura das colunas proporcional à QALE, a partir de zero.
QALE segundo privação socioeconômica
Estimativa da distribuição basal de saúde da população brasileira, integrando o Censo Demográfico 2022, registros de mortalidade do DATASUS e dados de qualidade de vida (EQ-5D), segundo um Índice de Deprivação Social (IDS) municipal.
anos de QALE ao nascer
de diferença entre o quintil mais privado (Q1) e o menos privado (Q5).
menor QALE no quintil mais privado, em termos relativos, conforme a medida (gap relativo e índice relativo de desigualdade).
Anos · eixo a partir de zero
Clique numa coluna para comparar com Q5.
QALE restante, Q5 − Q1 (anos)
A diferença absoluta diminui com a idade; a relativa se mantém em ~10–11%.
Anos ao nascer · escala de 0 a 80
A diferença entre Q1 e Q5 é maior quando a qualidade de vida é considerada.
Medida composta que combina o Índice Brasileiro de Privação (BrazDep) e o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), sintetizados por análise de componentes principais ponderada pela população.
Quintis populacionais: cada grupo reúne ~20% da população.
O que a literatura internacional mostra
Revisão de escopo com 76 estudos mapeou como a equidade tem sido incorporada às avaliações econômicas da saúde, os principais métodos, as aplicações e os desafios para a tomada de decisão.
estudos incluídos (de 5.702 registros)
publicados a partir de 2015
usaram DCEA (42%) ou ECEA (40%)
relataram uso explícito em decisão real de cobertura, reembolso ou implementação
% das ocorrências por continente (n = 81; alguns estudos abrangem mais de um país). 57% em países de baixa e média renda.
Percepções e preferências distributivas de profissionais de ATS
Como profissionais envolvidos em ATS no Brasil percebem a incorporação da equidade nas avaliações econômicas e quais são suas preferências diante de trade-offs entre eficiência e redução das desigualdades.
dos participantes concordam que a DCEA deve ser considerada na ATS brasileira.
n = 69 profissionais de ATS
profissionais
com pós-graduação
com ≥ 6 anos de atuação
atuam em nível federal
% que concordam total ou parcialmente
Boa compreensão ou experiência prática
Até três opções por participante
Até três opções por participante
Experimento de escolha · 66 respostas classificáveis
34 participantes (49,3% da amostra) com parâmetros finitos estimados. Preferências igualitárias e maximin não são representáveis por parâmetros finitos nessa abordagem.
CálculoPeso marginal de Atkinson (μ/h)ε sobre a QALE basal
DCEA com acesso observado no SUS
Efeito distributivo da hidroxiureia versus cuidado padrão, em cenário único fundamentado na utilização observada (TabNet, procedimentos por município como proxy). Os valores abaixo são recalculados a partir das fórmulas da planilha do estudo.
QALYs totais por quintil do IDS
Δ curva de Lorenz acumulada (pós − basal), ×10
Δ EDE (QALYs equivalentes), ε de 0 a 11
Cenário-base da planilha (acesso observado, k = R$ 40.000/QALY, gradiente de OC hipotético, ε = 5,36).
Rastreabilidade dos componentes do estudo de caso
Distinção entre dados brasileiros observados, parâmetros do estudo e hipóteses ilustrativas. Clique nos cartões para ver a limitação de cada componente.
Os cenários 2 e 3 não foram operacionalizados: faltam prevalência e elegibilidade por IDS, necessidade não atendida e parâmetros de ampliação do acesso.